Kelinha

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Colocada: Qua Ago 22, 2007 5:31 pm Assunto: Controlado fogo que queimou mais de dois mil hectares |
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O incêndio que destruiu mais de dois mil hectares de terreno e que chegou a colocar casas em risco nos concelhos de Abrantes, Mação e Sardoal (Santarém) foi dado como circunscrito ao final da tarde depois dos bombeiros terem lutado contra chamas imprevisÃveis impulsionadas por um vento forte e irregular.
O incêndio no distrito de Santarém, que ontem a esta hora lavrava no concelho de Sardoal e assustava a população de Mouriscas, chegou a estar extinto durante a madruguda de hoje, mas por volta do meio-dia voltou a reacender.
Esta tarde o fogo ganhou novamente grandes proporções, mas a esta hora já está controlado.
Mais de 2.000 hectares de mato e floresta foram consumidos pelo incêndio, segundo João Pombo, da Protecção Civil de Abrantes, citado pela Agência Lusa. O responsável adianta ainda que a freguesia de Alcaravela é a mais atingida, com cerca de 500 hectares consumidos pelas chamas.
O vento forte e inconstante prejudicou o trabalho dos bombeiros durante a tarde. Paulo Fonseca, o governador civil do distrito de Santarém, garantiu em directo à TSF, às 18:00, que as povoações se encontravam protegidas.
«A situação mantém-se activa devido a fortes e inconstantes ventos que têm prejudicado o combate, na medida em que tem desorientado as chamas em relação ao que seria o seu percurso normal. A nossa prioridade é a defesa das populações, das pessoas e dos seus bens do dia-a-dia, o que está garantido», afirmou.
O responsável explicou ainda que o objectivo dos bombeiros naquele momento era encaminhar as chamas até à margem do rio Tejo.
«Procuramos criar uma nova barreira de defesa em relação à orientação que os ventos neste momento tomam e acredito que com esta estratégia o fogo acabará por morrer no próprio rio Tejo onde encontrará um obstáculo natural», acrescentou.
Uma estratégia que deu resultado com o incêndio a ser controlado cerca das 18:30, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
No combate ao fogo chegaram a estar envolvidos mais de 350 bombeiros, para cima de uma centena de viaturas e seis meios aéreos, entre helicópteros e aviões-tanque, ligeiros e pesados.
A proporção do fogo levou à mobilização de uma coluna de bombeiros que partiu de Lisboa, com 106 efectivos e vários viaturas, a que se juntaram também quatro pelotões de militares e vários grupos de reforço deslocados de Portalegre e Leiria.
Os meios em causa foram suficientes para combater este incêndio, considerou o governador civil de Santarém.
«Os meios são os absolutamente necessários aliás nunca tivemos um nÃvel de meios aéreos desta dimensão e também ao nÃvel dos bombeiros e viaturas são absolutamente suficientes», garantiu.
Entretanto a linha da Beira Baixa, que liga Lisboa à Guarda, esteve cortada esta tarde devido a este incêndio, disse fonte da empresa gestora da rede ferroviária.
O corte, segundo a fonte da REFER, ocorreu a pedido dos bombeiros e levou à retenção, até às 18:30, de um único comboio: o intercidades que seguia da Covilhã para Lisboa.
Por causa deste incêndio a A23 foi cortada por diversas vezes, devido à falta de visibilidade provocada pelo fumo, mas a esta hora, já foi reaberta.
O único fogo não circunscrito no paÃs situa-se em Viana do Alentejo, distrito de Évora, no lugar de Zambujeiro. As chamas consumem uma área de floresta e estão a ser combatidas por 53 bombeiros com o auxÃlio de 15 viaturas.
Fonte TSF
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Colocada: Qua Ago 22, 2007 5:31 pm Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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