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Comandante Bombeiros lamenta críticas de inspecção no caso de duas mortes em Maio


 
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Autor Mensagem
Kelinha




Registrado em: 13 Jul 2006
Mensagens: 4852

MensagemColocada: Qua Ago 22, 2007 5:24 pm    Assunto:
Comandante Bombeiros lamenta críticas de inspecção no caso de duas mortes em Maio
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O comandante dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas lamentou hoje que o relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) sobre a morte de dois homens por paragens cardio-respiratórias em Maio, em Torres Novas, aponte também culpas aos bombeiros

Arnaldo Santos considerou «incorrecto» que o documento, a cujo resumo a agência Lusa teve hoje acesso, procure partilhar responsabilidades com os bombeiros.

O IGAS aponta um «acumular de erros» na assistência de emergência realizada em Maio último, indicando que os serviços de atendimento do INEM fizeram uma deficiente avaliação da gravidade do caso, confundiram a localização das vítimas e aconselharam um meio inadequado.

Por outro lado, o documento refere que, apesar do «esforço louvável», os bombeiros não contactaram imediatamente - como deveriam - o Centro de Orientação de Doentes Urgentes de Lisboa e Vale do Tejo (CODU LVT) a dar a informação de que as duas vítimas estavam em paragem cardio-respiratória.

Para o comandante dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas (BVTN), essa situação corresponde à verdade, mas o facto é que os dois socorristas que primeiro chegaram ao local encontraram não uma mas duas vítimas em paragem cardio-respiratória, pelo que a sua atenção se concentrou na tentativa de reversão.

E se saiu uma ambulância de socorro e não uma viatura de transporte conforme indicação do CODU, «foi por iniciativa própria», adiantou Arnaldo Santos.

Os dois socorristas entenderam ser mais célere solicitar mais meios ao quartel e foi só quando os outros dois socorristas chegaram ao local que a informação foi passada ao CODU, porque «a primeira preocupação foram as vítimas», disse, frisando que os seus homens «fizeram o que deviam ter feito».

Segundo o comandante dos BVTN, o operador de rádio também não comunicou ao CODU que as vítimas estavam em paragem cardio-respiratória porque percebeu a urgência do socorrista e «não fez mais perguntas», limitando-se a enviar os meios solicitados.

Arnaldo Santos disse à Lusa esperar que o relatório da IGAS contribua para mudar alguma coisa, mas mostrou-se céptico, recordando que, apesar das inúmeras denúncias feitas um pouco por todo o país contra as «aberrações» do sistema, «nada mudou».

O comandante dos BVTN lamentou que existam organismos que «funcionam mais para as estatísticas» e que têm uma «fobia do poder».

Para Arnaldo Santos, as sanções disciplinares resultantes do inquérito são «ridículas», reafirmando a necessidade de alterações no actual sistema, tendo em conta as «dezenas» de situações com que se tem confrontado de má informação, confusão entre o que é socorro e não é e endereços trocados.

No caso dos dois homens, pai e filho, da Lamarosa, os bombeiros receberam uma chamada às 21:42, de uma senhora, que se identificou como vizinha, dando conta de que já tinha ligado há cerca de meia hora para o 112, tendo-lhe sido dito que não se trataria de uma situação de emergência mas sim de transporte de doente, que teria de ser pedido aos bombeiros locais.

Contudo, o CODU forneceu à senhora o número de telefone dos bombeiros de Coruche, onde existe igualmente uma localidade com o nome de Lamarosa, situação que o INEM na altura justificou com a dificuldade em perceber a informação que era prestada por quem pediu ajuda.

Segundo o comandante dos BVTN, a primeira ambulância que chegou ao local, com dois socorristas, deparou-se não com uma pessoa em paragem cardíaca mas com duas, António, de 69 anos, e o filho, de 41 anos, tendo de imediato pedido reforços.

Quando chegaram os outros dois socorristas, um deles pediu ao CODU o envio da Viatura Medicalizada de Emergência e Reabilitação (VMER) de Abrantes, que não foi enviada porque estaria a prestar assistência num acidente, tendo sido dito que não valeria a pena chamar a de Santarém, adiantou.

Na altura, o INEM justificou que o tempo que os bombeiros demorariam a chegar com as vítimas ao hospital de Torres Novas (que integra o Centro Hospitalar do Médio Tejo) era substancialmente inferior ao da espera pela VMER.

O transporte para o hospital foi feito sempre acompanhado por tentativas de reanimação, sem qualquer sucesso, disse Arnaldo Santos, insistindo em que os dois homens até poderiam ter acabado por morrer «mas a resposta deveria ter sido outra».

Para o comandante dos BVTN, não faz sentido que a decisão sobre os meios a enviar para o local onde é necessário socorro sejam «decididos por alguém sentado num escritório, em Lisboa» e «depois quem fica mal são os bombeiros, que são quem dá a cara».

Fonte SOL
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MensagemColocada: Qua Ago 22, 2007 5:24 pm    Assunto:
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Luis C.



Sexo: Sexo:Masculino
Registrado em: 18 Nov 2006
Mensagens: 98

Posto: Motorista / Bombeiro de 3ª

MensagemColocada: Qua Ago 22, 2007 8:05 pm    Assunto:
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Sinceramente este é um caso entre muitos prestes a acontecer. Os operadores de CODU não conseguem por base de um telefonema efectuar um diagnóstico fidedigno de um paciente. Existem sintomas semelhantes em variados casos, que podem levar a um engano. Na minha opinião em caso de dúvida os operadores de CODU devem mandar sempre socorro. E saliento muitas vezes a arrogância de certos operadores, pois apesar de um bombeiro ou autoridade se identificar "eles" é que sabem. Não meus senhores, quem sabe é quem está no local, pois está a observar a vitima e sabe o que é necessário. Quando a primeira situação que mencionei for implementada acredito que muitas mortes vão ser evitadas.

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