Bravo33

Sexo:  Registrado em: 19 Jun 2006 Mensagens: 1260 Local/Origem: Mealhada
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Colocada: Sex Jul 21, 2006 10:48 pm Assunto: Incêndios duram menos |
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Incêndios duram menos
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Os bombeiros reconhecem que a aposta na primeira intervenção – cuja medida mais visÃvel foi a criação de uma unidade especial da GNR – pode ter contribuÃdo. Mas, como sucedeu há duas semanas com a morte de seis homens na Guarda, a actividade das forças helitransportadas não está isenta de riscos (ver texto ao lado).
O último relatório da DGRF, divulgado esta semana, tem sentido único: de descida. Há menos ocorrências e menos área ardida, quer os valores sejam comparados com o último ano ou com a média dos últimos cinco anos. E, apesar de terem ocorrido 17 grandes incêndios (classificação atribuÃda quando as chamas queimam 100 ou mais hectares), responsáveis por 58 por cento da área ardida, poucos fogos duraram mais do que 24 horas.
Na primeira quinzena de Julho, refere o documento, registaram-se 2214 incêndios, que destruÃram 1706 hectares. Valores “significativamente inferiores aos valores médios para este perÃodoâ€.
Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, identifica três factores que ajudam nas contas. “É indiscutÃvel que é acertada a aposta feita na primeira intervenção aos fogos. Essa é uma das razões. Não só uma aposta nas forças terrestres, mas também no dispositivo aéreo, por exemplo na vigilância armada, com aviões carregados de água. Embora aà a taxa de detecção de incêndios permaneça muito baixa.â€
A introdução do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, cujos militares são largados nas zonas crÃticas nos primeiros minutos, foi a principal novidade na apresentação do dispositivo de combate a incêndios, apesar de já existirem brigadas helitransportadas do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil – que também actuam.
O segundo factor que pode ajudar a explicar os registos deste ano, sugere Duarte Caldeira, começa por ser meteorológico e acaba no campo táctico. “Houve dias de muito calor, mas seguidos de perÃodos de chuva ou granizo. E isso provoca menos ocorrênciasâ€. De acordo com contas da Liga, no ano passado houve nove dias com mais de 500 ocorrências. Este ano, ate 15 de Julho, o valor máximo está nas 277 ocorrências, registado a 14 deste mês. “Se há menos ocorrências, há menor dispersão de meios. Ou seja, é possÃvel geri-los melhor â€, diz.
Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, não é adepto da ‘teoria’ da primeira intervenção. Mas concorda com Duarte Caldeira quanto ao terceiro facto. “Há uma melhor organização nos nÃveis de comando e apostou-se na profissionalizaçãoâ€, refere. Duarte Caldeira, por seu lado, aplica a expressão “salto qualitativo†para classificar as mudanças introduzidas aos nÃveis local, municipal e distrital de combate aos incêndios florestais.
"Mà COORDENAÇÃO" FOI FATAL
A versão integral do relatório só deverá ser conhecida no final do Verão, mas o ministro da Administração Interna revelou ontem algumas conclusões preliminares do inquérito à morte de seis bombeiros em Famalicão da Serra, na Guarda, no dia 9 deste mês. “Problemas de coordenação da acção no terreno e dois fenómenos relacionados com o comportamento do fogoâ€, resumiu António Costa no Parlamento.
Aos deputados da Comissão Eventual de Fogos Florestais, o ministro explicou que, apesar de outros bombeiros terem conseguido fugir do local, “houve seis cujo percurso foi impossibilitado pelo comportamento do fogoâ€. Além dos “problemas de coordenação da acção no terrenoâ€, que António Costa não chegou a precisar em que fase do combate ocorreram, dois outros fenómenos criaram uma armadilha fatal para os bombeiros.
Os cinco sapadores chilenos que integravam a equipa Celca 3 da Afocelca e o voluntário Sérgio Rocha foram apanhados pelo fogo à s 14h10. “Registou-se uma situação particularmente complicada de fogo de copas e uma erupção violenta que apanhou os seis homens no percurso de evacuaçãoâ€, disse o ministro. Na ocasião, outros elementos que estavam no local, colegas de Sérgio nos Voluntários de São Gonçalo, conseguiram fugir do avanço para terreno seguro (ver infografia).
As conclusões detalhadas do relatório só serão conhecidas no Outono. António Costa disse que o documento é confidencial e que serão os deputados os primeiros a conhecer o conteúdos dos relatórios.
A posição do ministro espalha o silêncio por toda a cadeia de comando. António Lourenço, comandante de operações de socorro da Guarda, disse ao Correio da Manhã não poder fazer comentários. “Faço parte da comissão de inquérito e como tal não posso comentarâ€, referiu.
Pedro Moura, da Afocelca, a associação de empresas de celulose a que pertenciam os sapadores chilenos, alega não ter conhecimento do teor do relatório. “Não posso fazer considerações sobre um documento que não conheçoâ€, explicou ao CM. “Mas subscrevemos o documento, porque um dos nossos responsáveis integrou a comissãoâ€, esclareceu.
O inquérito ao acidente de Famalicão da Serra foi ordenado por António Costa no dia 10 de Julho. Além de elementos Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, como António Fonseca, e da Afocelca a comissão integrou ainda o professor universitário Xavier Viegas, especialista em incêndios florestais.
EQUIPAMENTO PROMETIDO
Sete milhões de euros, distribuÃdos pelos governos civis, é quanto o Executivo promete gastar na compra de equipamentos de protecção individual para cerca de cinco mil bombeiros. Esta semana, em Castelo Branco, o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, fez a entrega simbólica de equipamento aos 300 bombeiros das 12 corporações do distrito.
“Os bombeiros não podem proteger os outros se não estiverem protegidosâ€, disse o governante. Os bombeiros de Castelo Branco receberam calças, coletes, botas, luvas e protecções para a cabeça em tecido especial para resistir ao fogo e a altas temperaturas. Além disso, cada homem recebeu um capacete e uma tela de abrigo para situações de emergência e combate.
FAMÃLIAS CONTESTAM INDEMNIZAÇÃO
Os familiares dos três bombeiros de Oliveira de Azeméis falecidos num acidente de viação em Agosto do ano passado vão recorrer à Justiça para contestar o valor das indemnizações dos seguros. “Vou para a frente com isto porque não estou de acordo com o que recebi e não é com 15 mil ou 20 mil contos que calam a boca a alguémâ€, afirmou ontem em conferência de Imprensa Adolfo Santos, pai de Bruno Santos.
Ao seu lado estiveram os pais de Carlos Severino e Pedro Figueiredo, que foram ‘desafiados’ por Adolfo Santos a seguirem-lhe os passos, mas que optaram por “entregar o caso a um advogadoâ€.
A maior revolta, no entanto, vai para o “desprezo†a que se dizem votados pela direcção dos Bombeiros que, depois de uma semana de apoio psicológico, nunca mais teve uma palavra para com eles.
VIATURAS COM REGRAS
O reequipamento das corporações de bombeiros vai ser feito de acordo com as necessidades identificadas num estudo que está a ser realizado a nÃvel nacional e cujas conclusões deverão ser apresentadas no final do ano. No estudo participam a Associação Nacional de MunicÃpios, a Associação Nacional de Freguesia e a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.“Vão ser definidas novas regras para aquisição de equipamentos ao nÃvel dos territórios distritaisâ€, explicou o secretário de Estado da AdministraçãoInterna, Ascenso Simões, sublinhando que “não se sabe†onde estão as mais de nove mil viaturas de bombeiros que existem em Portugal.
DISTRITOS QUEIMADOS
Os distritos com mais área ardida este ano são Braga (3610 hectares), Porto (962 hectares) e Vila Real (942 hectares).
VALORES TOTAIS
Entre 1 de Janeiro e 15 de Julho deste ano ocorreram 9108 fogos, dos quais 7991 foram inferiores a um hectare.
ÃREA ARDIDA
Este ano os incêndios já destruÃram 9560 hectares. Destes, 5380 eram de povoamentos e 4176 de mato.
SETE MORTES
Sete bombeiros morreram devido aos incêndios. Seis perderam a vida quando combatiam as chamas e um foi vÃtima de acidente.
fonte: correio da manhã
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Posto: Bombeiro de 3ª
Corpo de Bombeiro: 0112- Mealhada
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Colocada: Sex Jul 21, 2006 10:48 pm Assunto: Click Aqui para Ajudar O site |
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